quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Amarok Logbuch #17 – Por cima dos Andes outra vez



Uma especial para comemorar a travessia dos Andes pela segunda vez neste Dakar, usando agora o túnel do Paso Libertadores a 3500 metros de altura, também conhecido como Cristo Redentor. Seguiam-se 220km de especial dos quais os primeiros 50km disputados na altitude que faz mesmo sofrer aos motores. Depois do km 100 a especial apresentava uma descida de 20km para, desta vez, exigir dos freios. A dupla Sainz/Cruz da Equipe Volkswagen largou com a intenção de conservar a liderança geral da prova e logo no km 77 sofreu com o primeiro dos dois pneus furados que teve. E pior, dois furos daqueles lentos que fazem perder velocidade durante mais tempo. Enquanto era o primeiro na especial, Sainz ainda arrancou parte de sua tomada de ar pela ação de galhos baixos de árvores. No final, depois de ter sido ultrapassado por Peterhansel e por Miller ainda conseguiu se manter à frente de Al-Attyiah e evitar que o Piloto do Qatar descontasse ainda mais do que os 5m 38s que descontou no dia de hoje.




VW Race Touareg 2: alta qualidade na altitude
A especial surpreendeu todos que achavam que ela seria fácil. Na verdade a combinação do trecho em descida (de 3000 para 300metros) do planalto Andino até o nível dos pré-pampas, além da paisagem exuberante e dos cactus, escondia dificuldades grandes e muita poeira dos carros à frente. Hoje foram esses os resultados da Equipe Oficial Volkswagen: 3º (#300 DeVilliers/Von Zitzevitz), 4º (#306 Al-Attyiah/Gpttschalk), 5º (#305 Miller/Pitchford) e 9º (#303 Sainz/Cruz) A disputa pela vitória está dentro de casa, entre os três Race Toureg 2 ( o #303, o #305 e o #306) que, sempre convém lembrar, não recebem ordens da equipe para definir resultado. Os concorrentes que estão em 4º e 5º lugares têm 2h09m e 2h43m de atraso, longe demais para incomodar em condições normais.


Numerologia
- A Equipe Volkswagen consumiu um total de 27 Quilos de macarrão do tipo Penne até agora no Dakar. Pilotos e Navegadores são os maiores consumidores em busca de repor os níveis de carboidratos assim que chegam ao bivaque.
- Os dois Caminhões da Equipe que estão na prova com os números #521 e #526 (vão em 13º e 14º lugares na categoria) vão carregados com 1,4 toneladas de peças sobressalentes para os Race Touareg e mais 1,6 toneladas de ferramentas e equipamentos. Foram inscritos apenas para isso, servir de apoio para eventuais problemas com os Race Touareg


Amarok – Força nas alturas

Hoje foi dia de deixar o Chile para trás (depois de 8 dias de convivência), admirar o Aconcágua, sentir os efeitos da altitude e descer para os férteis vales argentinos. Vales onde o vinho reina, o azeite de oliva acompanha, as frutas combóiam e a irrigação impera tudo isso apesar do vento Zonda (vento do alto do céu, segundo os habitantes originais da região) que sopra forte e diariamente. Foi dia de a Amarok passar pela segunda vez a barreira que separa os dois Oceanos e passar da região pré-andina para aquela do pré-pampa. E encontrar uma multidão de torcedores em Uspallata, Pedernal, Los Berros de Abajo e Autódromo de Zonda onde ficavam os pontos de observar a prova e fazer observar e desejar a Amarok. Faltam apenas 2000km para chegar ao fim esse lançamento inusitado de um modelo de veículo, direto no teste mais duro que existe do Dakar.



Por Carlos Lua Cintra Mauro – San Juan, na província de Mendoza, com seus vinhedos famosos no mundo inteiro alçou o Dakar de volta à sua posição de pop-star. Vou tentar fazer um cálculo de pessoas que vão estar nesses 2000km até Buenos Aires e amanhã passo para vocês ali no parágrafo da numerologia.



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Amarok Logbuch #16 – Sainz vence sua primeira etapa em 2010



Depois de chegarem seis vezes em 2º, uma vez em 3º e uma vez em 4º, finalmante o líder do Dakar 2010 (completou hoje o 7º dia na liderança da prova) Carlos Sainz e seu navegador Lucas Cruz venceram com o Race Touareg 2 uma etapa. Uma daquelas do estilo WRC (Campeonato Mundial de Rally) de piso com pedras, curvas apertadas, freadas fortes e muita mudança de direção muito mais parecida com uma etapa de Rally de Velocidade do que com uma de Rally Cross Country. Nada mais justo diriam muitos e “Nada menos rotineiro” diria Carlos que mostrou além de tudo um enorme preparo físico com seu co-piloto confirmando suas qualidades de Navegador. Seus maiores rivais foram Peterhansel/Cottret de XRaid BMW e seus companheiros de Equipe Miller/Pitchford que chegaram a liderar a etapa, mas ficaram “presos” atrás do carro de Chicherit que largou dois minutos à sua frente. Com a vitória Sainz amplia a sua margem de liderança, enquanto o trio VW vai mantendo a sua ocupação total do pódio.


VW Race Touareg 2: das dunas para as estradas
Mudou a paisagem, mudou o terreno, mudou o acerto dos carros, só não mudara os desempenhos. O Race Touareg 2 continua mostrando qualidades nas mais diversas situações. Segundo o Chefe de Equipe Kris Nissen “Regulamos os carros de forma diferente, escolhemos ajustes apropriados dos amortecedores ZF Sachs e como resultado tivemos carros muito ágeis e rápidos. Parabéns aos Pilotos e aos Navegadores não foi um dia fácil e podemos ficar extremamente satisfeitos com o resultado. Só que ainda falta chão, temos que manter a concentração.” Hoje foram esses os resultados da Equipe Oficial Volkswagen:  1º (#303 Sainz/Cruz), 3º (#305 Miller/Pitchford), 4º (#306 Al-Attyiah/Gpttschalk) e  11º (#300 DeVilliers/Von Zitzevitz). É a 5ª vitória (a de número 111 na história do race Touareg, a 35ª só no Dakar), de 3 duplas diferentes em 10 etapas, vai se desenhando um panorama tão dramático como o do deserto que os concorrentes acabaram de deixar para trás. 




Numerologia
Os sensores do Race Toureg 2 dos quatro carros ainda na prova diferem pouquíssimo. Nasser completou 3.163km, Miller inteirou 3.161km, Sainz percorreu 3.140km e De Villiers totalizou 3.138. A diferença fica por conta da navegação e das rodas girando em falso na areia. 




Amarok – Farejando aventuras
Hoje foi dia de Amarok escolher entre quatro diferentes pontos para assistir à passagem dos competidores. Zorrillas, Soccos, Canela Baja e Illapel estavam à disposição e a escolha acabou dividindo a armada Amarok. As duas acabaram assistindo a momentos únicos dos concorrentes, depois de viver momentos únicos para chegar até lá, como o atraso da dupla DeVilliers/vZiztzevitz por exemplo que além de deixar Miller/Pitchford passarem ainda tiveram um pneu furado.


Por Carlos Lua Cintra MauroSantiago tem tudo. Do material ao intelectual, passando pelo emocional e continuando pelo alternativo. Uma cidade com C maiúsculo, símbolo maior de um País que surpreende sempre, que se transforma sem cerimônia e que segue dando exemplos. Santiago deveria estar no programa do Dakar durante muito mais do que uma noite apenas, tenho certeza de que os organizadores já suspeitavam do fato, com o dia/noite de hoje, passam a ter certeza.



 Twitter
O Twitter está cheio de novidades, e atualizações pessoais de Maurício Neves:
www.twitter.com/MauricioNevesVW

Além dele, você pode acompanhar informações gerais, curiosidades sobre a prova e a presença do time Volkswagen:
www.twitter.com/vwdakar2010

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Amarok Logbuch #15 – Vê, estão voltando as flores.



O cardápio da 9ª etapa do Dakar 2010 reservou 354 km, mas apenas 170 dos quais cronometrados. Mudaram também a hora de largada (para evitar a neblina matinal na região) e o traçado que perdeu sua parte de pedras e ficou 100% na areia, nas dunas ao sul de Copiapó. Ataque total dos Race Touareg 2 que vão à frente e que fizeram também as três primeiras colocações na especial. Com a vitória a dupla Al-Attyiah/Gottscjhalk do #306 aproveitou para descontar 5m59s da dupla espanhola Sainz/Cruz que ainda lidera, agora lidera por 8m36s.

Foi a maior margem de vitória deste dakar 2010 e ironicamente conquistada na sua etapa mais curta, o que dá ainda mais crédito a essa 3ª vitória de etapa neste Dakar para a dupla Qatar/Alemanha

O maior concorrente dos Race Touareg 2, Stephan Peterhansel começou o dia passando em 2º no primeiro controle (Nasser foi sempre o mais rápido), mas se atrasou ainda mais ao ficar atolado em uma duna no km 95 e agora já está distante 2h13min da liderança.







Uma nota importante: De longe é fácil identificar os sincronizados Race Touareg 2, antes mesmo de ver os números. Basta prestar atenção nas faixas de cores diferentes pintadas no teto, logo acima da tomada de ar.#303 Sainz Todo Azul, #306 Nasser Faixa Laranja no teto, #305 Miller Faixa Vermelha no teto e #300 DeVilliers Faixa Branca no teto.





VW Race Touareg 2: Arrasando também nas dunas

Mostrando a confiabilidade de sempre para que os pilotos possam mostrar o seu talento os carros azuis da Equipe Oficial Volkswagen conquistaram hoje as três primeiras colocações assim: 1º (#306 Al-Attyiah/Gpttschalk) , 2º (#303 Sainz/Cruz), 3º (#300 DeVilliers/Von Zitzevitz) e tiveram mais um carro em 5º (#305 Miller/Pitchford). Apesar de toda essa superioridade ninguém na Equipe pensa em vitória antes do tempo, o Dakar é muito difícil e traiçoeiro para se contar com glórias na véspera. Melhor aproveitar a 4ª vitória de Etapa deste Dakar, (3 do Nasser Al-Attyiah e uma do Mark Miller) esse sim resultado concreto e que garante uma rodada de sorvete para toda a Equipe comemorar.






Amarok - Adeus Atacama

Durante dias as Amarok rodaram por todos os cantos do Atacama, enfrentando os seus mais diferentes desafios, conhecendo de perto as suas mais exóticas paisagens e mostrando que é possível conviver com o deserto quando a ele se tem respeito e conhecimento. A chegada a La Serena, com suas paisagens carregadas de novos coloridos, as Amarok e seus tripulantes tomam fôlego novo para enfrentar as cinco últimas etapas (já?) do Dakar 2010. No ritmo da música de Paulo Soledade: Vê, estão voltando as flores; Vê, nessa manhã tão linda; Vê, como é bonita a vida; Vê, há esperança ainda.




Por Carlos Lua Cintra Mauro - La Serena tem praia, tem verde, tem árvores e tem flores. Tem também um passado colonial bem preservado que mostra um Chile completamente diferente. Foi de La Serena que saiu, ainda, o primeiro avião da Força Aérea Chilena que cruzou bom pedaço do Pacífico edepois de 20 horas de vôo, ligou o continente à mística ilha de Páscoa. Lá receberam o Moai da Gratidão mostrado com orgulho até hoje no Museu Arqueológico da bela La Serena.


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domingo, 10 de janeiro de 2010

Amarok Logbuch #14 – Sete vira, 14 acaba






A 8ª etapa do Dakar fez o percurso de volta de Antofagasta para Copiapó. Só que desta vez usou uma rota mais a oeste, mais à beira do Pacífico nos seus longos 568 quilometros percorridos em 5 horas. Dos 1100 meros de altitude do início do trecho cronometrado os carros foram a mais de 2400 metros, desceram a 600 metros para terminar a pouco mais de 400 metros de altura de Copiapó. A volta do terreno pedregoso do início da especial pedia prudência enquanto o final nas dunas de areia foi bem mais veloz. DeVilliers/Von Zitzevitz no Race Touareg 2 #300 dominaram a maior parte do tempo, mas perderam a vitória do dia (e terminaram em 4º) para a dupla Peterhansel/Cottret BMW Xraid mais de duas horas atrasada e em 4º lugar na Classificação Geral. Mesmo assim o #300 subiu na Classificação Geral e já vai agora no 9º lugar. Uma recuperação com um sabor de especial já que o carro do sul-africano larga sempre com desvantagem de 100 kg em relação aos seus companheiros de Equipe, usado que é como “carro de assistência veloz” para os três líderes. Que continuaram a sua marcha imperturbável, sua estratégia inflexível ficando hoje em 2º, 3º, e 5º lugares em uma especial dura para suspensões e pneus (cada um dos Race Touareg 2 furou dois pneus) os Pilotos fizeram com muita cautela o final da especial.



VW Race Touareg 2: Projetado para todos os terrenos
Vamos lá, os carros oficiais da Equipe Volkwagen ficaram em 2º (#303 Sainz/Cruz), 3º (#305 Miller/Pitchford), 4º (#300 DeVilliers/Von Zitzevitz) e 5º (#306 Al-Attyia/Gpttschalk)  lugares, seguindo uma filosofia frequentemente repetida por Mark Miller. “Vim aqui vencer o Dakar e não vencer Etapas do Dakar.” A atuação mostra que as duplas na Equipe estão seguindo à risca o plano de deixar para lutar entre si apenas e tão somente quando tiverem uma certeza maior da vitória final. Vamos viver um dia a cada vez é o que mais se houve no bivaque do Dakar como um todo, é o que se pratica com fé no bivaque da Volkswagen Motorsport. Com esse resultado Sainz/Cruz aumentaram a sua vantagem para o 2º colocado (Al-Attyia/Gottschalk) que agora é de 14minutos e 35 segundos e para o 3º colocado (Miller/Pitchford) que é de 22 minutos e 28 segundos.



Amarok – A turma nova
Os novos jornalistas se misturaram aos “veteranos” que estrearam em Buenos Aires e começaram a viver os seus dias de Amarok. Na descida para o Sul, para São Francisco de la Selva de Copiapó, ainda não chegaram a ver exatamente florestas como o nome e maneira ultra otimista poderia levar a crer, mas já começam a tomar contato com o verde da Natureza, artigo inexistente nos dias de imersão no alto Atacama.





Por Carlos Lua Cintra Mauro – Voltar a San Francisco de la Selva de Copiapó é fundamental para saber um pouco mais sobre a cidade e da  vida que começa a ter interesse na produção de uvas, azeitonas, tomates, abacate e algumas frutas cítricas. É descobrir que em 1864 foi em Copiapó que registraram um “Objeto Voador Não Identificado”, descrito como um “enorme pássaro”. Prova, pelo menos, de que os seres alienígenas também evoluem.

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Amarok Logbuch #13 – Intervalo






Os intervalos em jogos de futebol, basquete, tênis, vôlei são na verdade muito mais do que um necessário e bem vindo descanso físico. São pausas psicológicas, moralizantes, respiradas profundas para conferir planos, controlar ansiedades e rever estratégias. No Dakar não é diferente e é ainda mais complexo. Os quatro VW Race Touareg 2 chegaram à metade do caminho da Edição de número 32 do Dakar ocupando as três primeiras colocações na Classificação Geral da prova e ainda a 12ª colocação e em franca recuperação. É natural que certa euforia tome conta da Equipe, mas contar com o resultado é a última coisa que a Volkswagen quer, baixar a guarda agora seria dar espaço para que o impossível interviesse. Então nesse sábado a Equipe se dedicou a receber convidados, novos jornalistas e cuidou de cada carro nos detalhes. Foram trocados os componentes previstos (para seguir um cronograma estatístico montado através da observação sistemática em todas as provas disputadas até hoje pelo carro) e todos puderam aproveitar para levantar os olhos para o horizonte e imaginar um pouco o futuro que cada um espera. Está tudo pronto para recomeçar amanhã uma partida que viu o domínio total VW na primeira etapa.




VW Race Touareg 2: Pausa para meditação e promoção
Uma celebridade do mundo da música popular alemã esteve no bivaque e tomando contato com a Equipe e a Amarok que vai conduzir até Santiago. Era Rudolf Shenker, criador da banda de hard rock “The Scorpions” que no melhor estilo já disse: “A Amarok é simplesmente Rock n’ Roll” e ficou impressionado quando soube que o carro fazia 12,8 km/l usando combustível diesel.
Mas estava também no bivaque da Equipe Volkswagen, no seu papel de Embaixador da marca, o ex-piloto de F1 Jacky Ickx. O belga de 64 anos que tem 8 vitórias na F1, impressionantes 6 vitórias nas 24 Horas de Le Mans, uma vitória no Dakar em 1983 e uma preferência por citações de François La Rouchefoucauld . “É uma grande loucura querer ser sábio sozinho“, disse Ickx citando o filósofo francês e usando isso para reforçar o gosto e o respeito que tem pelo Dakar. E depois segundo suas próprias palavras: “Vencer um Dakar é um enorme trabalho de equipe, é uma enorme esforço conjunto e é uma enorme satisfação para ser partilhada com muitos”.  E acrescentou: “Tudo isso porque não existe nenhuma outra competição a motor onde se passem 6 ou 7 horas andando a velocidades incríveis em terrenos impossíveis”. “É a melhor que existe.” Palavra do Jacky Ickx.



Amarok – Sessão Car wash
Depois do trabalho duro, nada como uma sessão Car Wash para devolver as Amarok ao seu ‘look’ de vitrine de concessionária. Os 4300km percorridos deixaram apenas marcas de boas recordações nas Amarok e em seus ocupantes, nem um arranhão e nem um pneu furado. É impressionante o que três pessoas em cada carro podem acumular, uma montanha de resíduos diversos que foram dispostos de maneira conveniente em Antofagasta. É uma pena que durante o caminho se vejam no deserto tantos sinais de desrespeito e descaso, pior é constatar que mudar a atitude de alguns, porém, é tão impossível como fazer este deserto virar mar de novo.



Por Carlos Lua Cintra Mauro – Ainda em Antofagasta observando que na verdade no dia de descanso faz-se de tudo, menos descansar. É tempo de se despedir dos que vão e cumprimentar os que chegam. É hora de fazer um balanço do que aconteceu nos primeiros 7 dias do Dakar 2010 e de imaginar o que os próximos 7 dias nos reservam. É como se fizéssemos um outro final de ano, apenas uma semana após daquele oficial. Ou como diria La Rouchefoucaul: “A única constante na vida é a mudança.”   


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Amarok Logbuch #12 – O caminho de volta


Depois de chegar ao seu ponto máximo (em termos de Latitude) na cidade de Iquique, o Dakar 2010 começou o seu caminho de volta para Buenos Aires ‘descendo’ para o dia de descanso em Antofagasta. É a etapa mais longa (600km de especial, 641 totais) dessa duríssima edição de número 32 do Dakar, uma que além das dunas envolve um salar, a parte de deserto com ‘sal a gosto’. Para termos uma idéia, em termos de distância tomando como referência a Latitude, é como se saíssemos da Serra da Canastra em Minas e fossemos rumo Sul até Caraguatatuba no Litoral Norte de São Paulo, desviando um pouco para passar pelas salinas de Cabo Firo. Um dia duro que ao seu final tem a sensação do dever cumprido pela metade e a promessa maior de um dia inteiro de descanso antes de continuar.


VW Race Touareg 2: animados mas prudentes.
Um dia que consagrou a dupla Nasser Al-Attiya/Timo Gottschalk que resolveu atacar e depois de vencer a Etapa 7 com um tempo de 5h41m conseguiu descontar 4m21s da dupla líder Carlos Sainz/Lucas Cruz. Mark Miller/Ralph Pitchford ficaram com 4ª colocação para manter os três Race Touareg 2 nas três primeiras posições. A dupla Giniel DeVilliers/Dirk Vom Zitzevitz, mesmo carregando 100kg de peças sobressalentes (para eventualmente ajudar os outros 3 Race Touareg 2 que largaram à sua frente, chegou em sexto e já está em 12º na Classificação Geral. Uma performance que naturalmente deixou a todos da Equipe VW animados, mas que não os deixou abandonar a prudência. Todos sabem que no Dakar é preciso “Esperar o Inesperado” e como definiu bem de forma sucinta, objetiva e fria Carlos Sainz “Terminamos apenas metade do rally e a disputa dentro de casa e contra as dificuldades vai continuar durante mais sete dias.
Maurício Neves ainda no hospital para observações e reclamando do dreno que incomoda muito segue para o Brasil na próxima 2ª feira e Clécio Maestrelli, muito solicitado para explicar o acidente da véspera: Foi de repente em um trecho não sinalizado, pegamos uma depressão escondida pela areia fesh-fesh e o carro foi catapultado, capotando de frente. Foi uma pena abandonar assim, mas são coisas de Rally em espacial, coisas do Dakar. Eu não sofri nada e mesmo assim passei uma noite no hospital, o Maurício com quatro costelas quebradas fica lá mais uns dois dias. Clécio também volta para o Brasil neste sábado.




Amarok – Eu vou, eu vou...
Durante perto de 9 horas na estrada as Amarok tiveram um dia movimentado em busca de lugares privilegiados para observar a passagem dos competidores. Em uma excursão atrás dos pontos de acesso permitidos as 7 Gigantes da VW rodaram pelas minas da região em estradas e fora delas sob um sol entusiasmado, escoltado por um calor animado e um vento bem disposto de mais de 20 nós. Faltou só a trilha sonora assobiada do Eu vou, eu vou...” O garimpo deu resultado e de duas “arquibancadas” naturais o Dakar se mostrou como é de verdade para cada uma das Amarok.



Por Carlos Lua Cintra Mauro – De volta a Antofagasta que saiu perdendo feio na comparação com Iquique tanto em termos visuais (a chegada em Iquique que vocês podem ver na foto do Race Touareg 2 no topo da duna final de descida antes da largada com o Pacífico de moldura) como em hospitalidade e clima. Mas sua condição de fronteira do Norte mineiro garantida pela abundância de cobre, promessa de ouro e prata e futuro de lítio a faz reviver o seu passado de glória com o salitre enquanto batalha para construir condições melhores para todos. Investindo no futuro com a sua Universidade del Mar deuxa claro que além das minas volta os olhos para as ciências do mar, a pesca e a aquacultura.




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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Amarok Logbuch #11 – Maurício Neves tem acidente...




e está fora do Dakar.

A 6ª etapa do Dakar 2010 acabou com a ótima atuação da dupla brasileira Maurício Neves/Clécio Maestrelli no Race Tuareg 2 #312. Depois de confirmaram a sua 5ª posição na passagem do Primerio Controle no Km  68, Maurício e Clécio capotaram o carro de frente (em um trecho com sinalização insuficiente) e tiveram que abandonar. Clécio sem problemas e Maurício (com suspeita de fratura em duas costelas) foram atendidos  no próprio trecho e irão de volta para Antofagasta, saltando o bivaque de Iquique. Termina assim uma estréia que encheu os olhos dos torcedores brasileiros e arregalou os olhos da hierarquia estabelecida do Dakar. Novas oportunidades virão, mas fica a certeza de que existe sim um lugar para Pilotos e Navegadores brasileiros onde quer que provas de Rally sejam realizadas, entre quaisquer mares onde forem localizadas e sejam quais forem os desertos atravessarem. Basta o esporte continuar crescendo, atraindo novos Participantes, Patrocinadores e a atenção das mídias. 



VW Race Touareg 2 continua fazendo 1, 2, 3 
na Classsificação Geral.
O Gigante do Atacama , aqui na região de Taparacá mostrou que além da generosidade (salitre, cobre, artes rupestres, paisagens prístinas a perder de vista, vastidão para encher todos os espaços deste lado do planeta) para com a Humanidade também sabe apresentar um desafio atrás do outro. A etapa de hoje nessa área que já pertenceu ao Império Inca, foi de navegação difícil, do cruzamento de uma fileira de dunas majestosas e de muitas armadilhas pelo caminho. A chegada, em especial, é única na modalidade, do alto dos 600 metros de uma montanha coberta por areia, os competidores desciam perto de 2 km quase que verticalmente até o sopé da montanha, durante mais de um minuto onde ficava a chegada. Um minuto e pouco de um slalom gigante feito a 180km/h (velocidade medida no carro de Nasser Al-Attiyah) como esquiadores descendo montanhas nevadas com uma platéia seleta assistindo, o bivaque inteiro e o Pacífico todo que com o seu azul profundo permaneceu impassível. 
Já a Equipe Volkswagen segue à risca sua tática e chegando em 2º. 3º e 4º hoje, (o vencedor foi Stephan Peterhansel. já atrasado em 2 horas e sem chances de vencer) continua dominando o pódio com 3 carros nas 3 primeiras posições. Cortesia de Carlos Sainz/Lucas Cruz em 1º, Mark Miller/Ralph Pitchford em 2º e Nasser Al-Attiya/Timo Gottschalk em 3º e Giniel De Villiers/Dirk Von Zitzevitz em 17º.  Maurício Neves/ClécioMaestrelli, como já lemos acima, foi uma pena mas abandonaram mesmo. 


 
Amarok – ¿Vamos a la playa?
A Amarok assumiu durante a manhã o seu lado praiano e em uma pequena vila de pescadores experimentou dunas com ângulos de ataque diferentes e testou suas qualidades em um terreno por vezes duro ao extremo e por vezes macio até demais. Tal qual um peixe na água a pick-up Volkswagen em pouco tempo estava já integrada a um modo de vida que vai ser muito freqüente na sua existência.








Por Carlos Lua Cintra Mauro – Em Iquique (cujo significado é ‘lugar para dormir’ ou  ‘sonho”, segundo as fontes consultadas)  na região de Taracapá , o trecho mais ao Norte da estreita faixa de terra conhecida como República do Chile. Uma cidade que virou Zona Franca, mas não deixou de ser Zona Desértica Costeira, uma acolhedora e tranqüila cidade onde descendentes de Camanchacos (pescadores) e Coli (agricultores) vivem em harmonia com um passado que foi opulento e um futuro que promete uma nova onda de oportunidades. 

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